Um levantamento revelou que, em 2025, já foram registrados 12 assaltos a condomínios residenciais na capital paulista — número superior à soma dos casos ocorridos em 2024, 2023 e 2022, que juntos somaram nove ocorrências.
Enquanto isso, dados da Secretaria de Segurança Pública apontam uma redução de 17% nos roubos a residências em geral durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.
Quadrilhas migraram de bancos para condomínios
Segundo o criminalista e ex-delegado do DEIC, Clóvis Ferreira de Araújo, grupos especializados em crimes de grande porte vêm alterando seu foco nos últimos anos. Após o aumento da segurança em bancos, carros-fortes e sequestros, os criminosos passaram a mirar condomínios residenciais, considerados alvos mais vulneráveis.
Como agem os criminosos
As quadrilhas utilizam principalmente duas táticas de invasão:
- Entrada por portões de garagem, geralmente menos protegidos.
- Clonagem de controles remotos de moradores, facilitando o acesso sem chamar a atenção.
Na noite de 8 de agosto, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que atuava na Zona Sul de São Paulo, especialmente nos bairros de Moema e Campo Belo. Durante a operação, 12 suspeitos foram presos e dois adolescentes apreendidos enquanto planejavam um novo ataque no Sacomã. As investigações apontam que um funcionário de academia estaria clonando controles de moradores.
Casos recentes
- 5 de agosto: dois homens entraram com controle clonado em um condomínio, rendendo um morador de 63 anos e seu pai de 95 anos, acamado.
- 2 de agosto: cerca de 15 criminosos armados invadiram um condomínio na Zona Sul e roubaram diversos apartamentos.
- 8 de agosto: uma tentativa de arrastão em um prédio no bairro Paraíso foi frustrada pela Polícia Militar, que prendeu um suspeito e apreendeu um adolescente com um controle clonado.
Como reforçar a segurança
Especialistas recomendam a adoção de medidas adicionais de segurança para reduzir riscos, como:
- Biometria facial para acesso de moradores.
- Controle rigoroso de prestadores de serviço.
- Câmeras de monitoramento e leitores de placas nas garagens.
Essas tecnologias ajudam a dificultar a entrada de criminosos e aumentam a proteção dos moradores e colaboradores dos condomínios.
